China repudia declaração conjunta dos Estados Unidos e do Japão

Os dois países devem parar de interferir nos assuntos internos chineses, diz porta-voz
Por Administrador

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, informou nesta quarta-feira que a China está fortemente insatisfeita e se opõe firmemente à recente declaração conjunta dos Estados Unidos e do Japão. A manifestação atacou de forma maldosa a política externa chinesa, interferiu gravemente nos assuntos internos do país e tentou prejudicar os interesses chineses.

Em uma coletiva de imprensa, Zhao comentou sobre a declaração conjunta, que foi emitida após as negociações “2+2” na terça-feira entre os ministros das Relações Exteriores e da Defesa norte-americanos e japoneses. O documento expressou preocupações entre os dois países sobre várias questões chinesas.

“Apresentamos representações solenes separadamente aos Estados Unidos e ao Japão”, informou o porta-voz.

Em primeiro lugar, ele destacou que o sistema internacional com a Organização das Nações Unidas (ONU) como núcleo é o único sistema do mundo, e que o único conjunto de regras é o das normas básicas que regem as relações internacionais, com base nos propósitos da Carta da ONU.

“Os Estados Unidos e o Japão não têm o direito de definir unilateralmente as relações internacionais, muito menos de impor seus próprios padrões aos outros”, acrescentou.

Segundo, a China sempre foi uma força importante na defesa da paz mundial e na promoção do desenvolvimento comum. A nação estabeleceu parcerias com 112 países e organizações internacionais, juntou-se a mais de 100 organizações intergovernamentais, assinou mais de 500 tratados multilaterais e é a maior contribuinte para as forças de manutenção da paz entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Os Estados Unidos sempre seguiram padrões duplos, aplicando leis e regras internacionais quando atendem aos seus próprios interesses e abandonando-as quando não o fazem, de acordo com Zhao. Ele lembrou que o país norte-americano não esteve em guerra em apenas 16 dos seus quase 250 anos de história e possui centenas de bases militares em todo o mundo.

Em terceiro lugar, a China é consistente e clara quanto às questões relacionadas a Taiwan, Hong Kong, Xinjiang, o Mar do Sul da China e as Ilhas Diaoyu e o país é firme na proteção de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento.

Zhao esclareceu que a China tem soberania indiscutível sobre as ilhas no Mar do Sul, as Ilhas Diaoyu e sobre suas águas.

Questões relacionadas a Taiwan, Hong Kong e Xinjiang são assuntos internos da China e não permitem interferência estrangeira. O porta-voz acrescentou que a declaração dos Estados Unidos e do Japão ignorou fatos e a verdade, agindo como uma prova de conluio entre os dois países e dando exemplo desagradável de calúnia e descrédito à China.

Quarto, a nação norte-americana e o arquipélago asiático estão aderindo à mentalidade de Guerra Fria, engajando-se em confronto de grupo e tentando criar um cerco anti-China. Zhao apontou que o movimento das duas nações vai contra as expectativas comuns da maioria dos países por paz, desenvolvimento e cooperação.

Quinto, a fim de satisfazer seus próprios interesses em deter a ascensão e a revitalização da China, o Japão está disposto a contar com outros e agir como vassalo estratégico dos Estados Unidos. “É vergonhoso e repugnante para o Japão trair suas promessas e danificar as relações China-Japão; e trair os interesses gerais da região ao convidar lobos para sua casa”, destacou o porta-voz.

Sexto, a China exigiu que os dois países parem imediatamente de interferir nos assuntos internos chineses, de formar “pequenos círculos” tendo a China como alvo e de prejudicar a paz e a estabilidade na região.

“A China tomará todas as medidas necessárias para defender resolutamente sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento”, concluiu Zhao.

Publicado em: 19/03/2021

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