Mortes por arma de fogo ‘deixam uma marca devastadora’ nos EUA, diz jornal

Casos não aparecem nas manchetes de jornal, mas continuam causando grandes danos na população, afirma NPR
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mortes com arma de fogo
mortes com arma de fogo

Créditos: Xiao Xiao/Xinhua

A rede pública nacional de rádio dos Estados Unidos (NPR), divulgou um texto sobre as tragédias causadas pelas mortes com arma de fogo no país. Em 2020, ano com os últimos dados disponíveis, foram mais de 45 mil casos.

“O enorme número de mortos por armas de fogo no país é composto em grande parte por vidas tiradas uma a uma. Essas tragédias pessoais não estão marcadas na psique nacional como Columbine ou Parkland ou Sandy Hook. Mas eles abrem buracos reais na vida dos amigos e familiares deixados para trás”, diz o texto.

Cassandra Crifasi, pesquisadora de saúde pública do Center for Gun Violence Solutions da Johns Hopkins University, afirmou que as discussões envolvendo casos de polícia se concentram em tiroteios em massa. “Isso não significa que não devemos fazer políticas para abordá-los, mas se nos concentrarmos apenas neles, podemos perder outras oportunidades de intervenção”, ela explicou.

O número de mortes fica ainda mais evidente entre a população negra. Um em cada mil homens e meninos negros entre 15 e 34 anos foi baleado e morto em 2020, de acordo com uma análise da Johns Hopkins. Isso é quase 21 vezes a taxa de suas contrapartes brancas.

Segundo Crifasi, a causa da diferença está nas décadas de políticas que desinvestiram em comunidades negras e latinas e concentraram sistematicamente a desvantagem.

Publicado em: 19/07/2022

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