China e EUA retomam diálogo econômico e discutem tarifas e comércio bilateral

Delegações dos dois países concordaram em continuar negociações para reduzir tensões comerciais
Por Administrador

Delegações da China e dos Estados Unidos realizaram entre domingo e segunda-feira uma nova rodada de consultas sobre temas econômicos e comerciais de interesse mútuo, incluindo tarifas, promoção do comércio e investimento bilateral e a manutenção dos consensos já estabelecidos entre os dois países.

Durante as conversas, realizadas sob a orientação do entendimento alcançado entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente norte-americano Donald Trump, as duas partes tiveram trocas consideradas francas, aprofundadas e construtivas, alcançando novos consensos e concordando em manter o diálogo.

O vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng participou das negociações ao lado do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. Segundo He Lifeng, após cinco rodadas de consultas econômicas e comerciais realizadas no ano passado, os dois países já alcançaram uma série de resultados no campo econômico e comercial, contribuindo para maior previsibilidade e estabilidade tanto nas relações bilaterais quanto na economia global.

Durante as discussões, o vice-primeiro-ministro também mencionou decisões recentes relacionadas às tarifas comerciais. Ele citou uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais tarifas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

He destacou ainda que os Estados Unidos aplicaram posteriormente uma sobretaxa adicional de 10% sobre importações de todos os parceiros comerciais com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, além de adotar outras medidas consideradas negativas por Pequim, como investigações sob a Seção 301, sanções contra empresas e restrições de acesso ao mercado.

A China reiterou sua oposição a tarifas unilaterais e pediu que os Estados Unidos eliminem completamente essas medidas e outras restrições comerciais. Segundo He, o país tomará as medidas necessárias para proteger seus direitos e interesses legítimos.

O vice-primeiro-ministro acrescentou que Pequim espera que Washington avance na mesma direção, implementando os consensos alcançados entre os líderes dos dois países, ampliando áreas de cooperação e reduzindo divergências.

Do lado norte-americano, representantes destacaram que uma relação econômica e comercial estável entre China e Estados Unidos é importante não apenas para os dois países, mas também para a economia mundial, contribuindo para o crescimento global, a segurança das cadeias de suprimento e a estabilidade financeira.

As duas partes concordaram em estudar a criação de um mecanismo de cooperação para promover o comércio e o investimento bilaterais, além de continuar utilizando o mecanismo de consultas econômicas e comerciais já existente para fortalecer o diálogo, administrar divergências e ampliar a cooperação prática entre os dois países.

Publicado em: 16/03/2026

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