Artigo destaca avanço da parceria climático-tecnológica entre China e Brasil

Cooperação já impulsiona energia limpa, monitoramento ambiental e inovação científica, aponta Ronnie Lins
Por Administrador

A parceria entre China e Brasil entrou em uma fase marcada por resultados concretos em clima, tecnologia e inovação, segundo Ronnie Lins, diretor do Centro de Pesquisa e Negócios China-Brasil, em artigo publicado no Diário da China. Para ele, os dois países reúnem vantagens complementares: enquanto o Brasil aporta biodiversidade, liderança ambiental e gestão da Amazônia, a China contribui com escala tecnológica e o maior ecossistema de energia renovável do mundo.

Lins ressaltou que empresas chinesas têm um papel central na transição energética brasileira, especialmente por meio do fornecimento de tecnologias solares e de baterias que viabilizaram a expansão da energia limpa. A cooperação também fortaleceu o monitoramento ambiental, com avanços em observação por satélite, georreferenciamento e análises de dados que ampliam a capacidade do Brasil de rastrear desmatamento e atividades ilegais, ao mesmo tempo em que impulsionam a tecnologia verde chinesa.

A colaboração científico-tecnológica também se intensifica, com pesquisas conjuntas em agricultura de baixo carbono, manejo florestal, inteligência artificial aplicada a ecossistemas e novos materiais sustentáveis. O diálogo sobre mobilidade elétrica e hidrogênio ganhou força, acompanhando o avanço dos investimentos chineses no setor automotivo brasileiro. Esse conjunto de iniciativas, afirma Lins, configura a primeira fase de uma parceria climática prática, tecnológica e alinhada às metas globais de mitigação.

O especialista propõe ainda novos passos: a criação de um mecanismo binacional de inovação verde para apoiar startups, centros de pesquisa e projetos-piloto; a adoção de um plano quinquenal de cooperação climática; e a integração mais profunda do Brasil às cadeias de suprimentos verdes da China, com produção local de baterias, painéis solares e equipamentos elétricos. Segundo Lins, a COP30 abre espaço para ampliar essa colaboração, com Brasil, China, Europa e países do Sul Global adotando modelos mais operacionais e inclusivos de ação climática conjunta.

Publicado em: 03/12/2025

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