Pesquisadores chineses identificaram, pela primeira vez, estruturas semelhantes a ondas em larga escala na Via Láctea. A descoberta oferece novas pistas sobre como a nossa galáxia se formou e como foi afetada por colisões com outras galáxias vizinhas ao longo de bilhões de anos. O estudo foi publicado na revista científica Nature Astronomy.
A Via Láctea tem o formato de um disco, mas não é um disco perfeito. Assim como um disco de vinil deformado ou um prato de comida torto, ela apresenta uma curvatura geral. No entanto, os cientistas do Observatório de Purpura Mountain conseguiram mapear algo mais detalhado: pequenas ondulações verticais, como as ondas que se formam quando se joga uma pedra em um lago.
Para chegar a esse resultado, a equipe analisou mais de 30 mil nuvens de gás onde novas estrelas nascem. Eles usaram o telescópio de 13 metros da instituição para medir o monóxido de carbono, um gás que funciona como a “cola” cósmica para a formação estelar.
Ao criar um mapa 3D dessas nuvens, os pesquisadores notaram que o disco externo da galáxia não estava apenas curvado, mas apresentava desvios verticais claros. Segundo a pesquisadora Sun Yan, essas ondas são provavelmente o resultado de “ondas de choque” gravitacionais. Em termos simples: é como se o rastro de uma galáxia anã ou de outro objeto massivo que passou perto da Via Láctea no passado ainda estivesse “balançando” o nosso sistema.







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