Estudo revela origens distintas de dois tipos comuns de exoplanetas

Pesquisa publicada na Science ajuda a compreender a formação e a evolução de sistemas planetários além do Sistema Solar
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Pesquisadores identificaram que os chamados super-Terras e mini-Netunos, dois dos tipos mais comuns de exoplanetas já descobertos, seguem trajetórias evolutivas distintas. O estudo, publicado na revista Science, utilizou dados obtidos pelo telescópio chinês LAMOST, pelo satélite europeu Gaia e pelo telescópio espacial Kepler para analisar em larga escala as características orbitais desses corpos celestes.

Desde o lançamento do Kepler, em 2009, astrônomos descobriram milhares de planetas fora do Sistema Solar. Muitos deles possuem tamanho intermediário entre a Terra e Netuno e podem ser classificados em duas categorias principais. As super-Terras são compostas predominantemente por rocha e ferro e têm dimensões um pouco maiores que as da Terra. Já os mini-Netunos são maiores e apresentam espessas camadas gasosas ao redor de seus núcleos.

A pesquisa indica que as super-Terras passaram por processos dinâmicos mais intensos ao longo de sua história, como interações gravitacionais e colisões entre planetas, que alteraram significativamente suas órbitas. Em contraste, os mini-Netunos teriam evoluído em ambientes mais estáveis, com mudanças graduais e menor ocorrência de eventos extremos.

Segundo os autores, compreender essas diferenças é fundamental para desvendar como os sistemas planetários se formam e evoluem. Os resultados sugerem que planetas com tamanhos semelhantes podem ter histórias muito distintas, oferecendo novas pistas sobre a diversidade de mundos existentes na Via Láctea.

Publicado em: 17/06/2026

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