China reage à decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas

Ministério do Comércio afirma que avalia impacto e pede revogação de medidas unilaterais
Por Administrador

O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira que tomou nota da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegal a imposição de tarifas pelo governo norte-americano com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Segundo o ministério, está em curso uma avaliação abrangente do conteúdo e dos possíveis impactos da decisão.

Na sexta-feira, a Suprema Corte decidiu que o uso da IEEPA para aplicar tarifas a parceiros comerciais não é legal. Ao comentar o tema, um porta-voz do ministério reiterou que a China sempre se opôs a aumentos unilaterais de tarifas, destacando que “não há vencedores em uma guerra comercial” e que o protecionismo leva a um impasse.

De acordo com o porta-voz, medidas como tarifas recíprocas e tarifas relacionadas ao fentanil não apenas violam regras econômicas e comerciais internacionais, como também contrariam leis internas dos próprios Estados Unidos. Ele afirmou ainda que tais ações não atendem aos interesses de nenhuma das partes.

“A China exorta os EUA a revogar as tarifas unilaterais impostas a parceiros comerciais”, disse o representante, acrescentando que cooperação gera benefícios mútuos, enquanto disputas resultam em perdas para ambos os lados.

O ministério também declarou ter tomado conhecimento de que os EUA avaliam o uso de medidas alternativas, como investigações comerciais, para manter tarifas sobre parceiros. “A China acompanhará de perto essa situação e salvaguardará firmemente seus próprios interesses”, afirmou o porta-voz.

Publicado em: 23/02/2026

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