China rejeita acusações infundadas em debate sobre a Groenlândia

Pequim afirma que questões internacionais devem respeitar a Carta da ONU e critica uso político do tema
Por Administrador

A China declarou nesta quinta-feira que se opõe à prática de fazer acusações sem fundamento e de usar o país como pretexto para interesses egoístas, ao comentar os desdobramentos recentes envolvendo a Groenlândia. A posição foi expressa pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, durante coletiva de imprensa regular.

Segundo Guo, a China defende que as relações entre os países sejam tratadas com base nos propósitos e princípios da Organização das Nações Unidas, incluindo o respeito à soberania e à cooperação pacífica. Ele afirmou que Pequim rejeita tentativas de associar a China a disputas geopolíticas de forma especulativa ou sem respaldo factual.

As declarações ocorreram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que conversas com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, resultaram no que chamou de um “arcabouço para um futuro acordo” envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico.

De acordo com relatos da imprensa internacional, um porta-voz da Otan indicou que negociações entre Dinamarca, Groenlândia e os Estados Unidos avançariam com o objetivo declarado de impedir a presença econômica ou militar da China e da Rússia na região. Pequim, por sua vez, reiterou que defende o tratamento responsável e multilateral das questões internacionais, sem confrontação ou instrumentalização política.

Publicado em: 22/01/2026

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