Gana planeja introduzir ensino de mandarim no currículo do ensino fundamental em 2026

País africano vê a língua chinesa como estratégica para cooperação econômica, educacional e internacional
Por Administrador

O governo de Gana anunciou que pretende introduzir formalmente o ensino da língua chinesa nas escolas de ensino fundamental de todo o país a partir do início de 2026. A informação foi divulgada por Vincent Assanful, presidente do Conselho Administrativo do Conselho Nacional de Currículo e Avaliação (NaCCA), durante a celebração do 10º aniversário do Instituto Confúcio da Universidade de Cape Coast.

Segundo Assanful, o NaCCA vem trabalhando nos últimos meses em cooperação técnica com representantes do Instituto Confúcio para desenvolver um currículo nacional de língua chinesa. Uma versão preliminar já foi concluída, adaptada ao contexto cultural e educacional ganês, mantendo ao mesmo tempo a estrutura e a essência do idioma.

O dirigente afirmou que a decisão reflete a importância crescente da China como potência econômica global e parceira estratégica de Gana em áreas como comércio, investimentos e desenvolvimento. O currículo, de base competencial, foi concebido para se integrar plenamente ao currículo básico comum do país e preparar os estudantes para interações futuras em ambientes comerciais, econômicos e diplomáticos.

Assanful também destacou a necessidade de formar professores locais qualificados para a implementação do novo programa e pediu que o Instituto Confúcio priorize o desenvolvimento profissional desses educadores. Segundo ele, o domínio do mandarim poderá trazer benefícios de longo prazo aos ganenses, ampliando oportunidades e fortalecendo a cooperação entre Gana e a China.

Publicado em: 18/12/2025

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